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Pessoa digitando em laptop sobre mesa com prancheta, representando segurança da informação no e-commerce

Segurança da informação no e-commerce: o que você precisa saber antes de conectar sua operação a qualquer ferramenta

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A segurança da informação virou responsabilidade de toda a operação no momento em que o lojista passou a conectar ERP, conciliador financeiro, plataforma de anúncios e automação de marketplace ao próprio negócio. Cada sincronização move dados financeiros sensíveis para fora da empresa.

Faturamento, comissão, SKU, dado de cliente: tudo isso circula entre sistemas o tempo todo, e a maioria dos lojistas nunca parou para perguntar o que acontece com essa informação depois que ela sai do computador da empresa.

Com o avanço do uso de IA dentro dessas ferramentas, a pergunta ficou ainda mais urgente. Este artigo é um guia sobre segurança da informação no e-commerce para saber quais perguntas fazer antes de confiar seus dados a qualquer fornecedor.

Quanta informação do seu negócio está fora da sua empresa agora mesmo?

Qualquer lojista que usa ERP ou qualquer outra automação de marketplace já está compartilhando dados sensíveis com terceiros neste exato momento. Essa já é a realidade operacional de quem vende online hoje.

Faturamento consolidado, comissão por categoria, SKU e preço, volume de pedidos, dado de cliente vinculado à venda: cada uma dessas informações sai da sua empresa a cada sincronização automática entre sistemas, muitas vezes várias vezes por hora. A maioria dos lojistas nunca mapeou quantas ferramentas têm acesso a esse conjunto de dados, nem o que cada uma faz com ele depois de recebê-lo.

Mas ter esse conhecimento é o ponto de partida para qualquer decisão consciente sobre segurança da informação na operação de e-commerce, porque não dá para proteger o que não foi mapeado. Antes de perguntar qual ferramenta é mais segura, o lojista precisa saber quantas ferramentas já têm acesso aos seus dados.

Esse mapeamento fica ainda mais importante quando se considera que a maior parte dessas ferramentas não funciona sozinha: elas trocam dados entre si, via integração ou via hub, o que multiplica o número de lugares onde a informação da sua operação pode estar armazenada, processada ou copiada em algum momento. Isso torna a confidencialidade dos dados uma responsabilidade compartilhada entre todos os elos dessa cadeia, não apenas do primeiro fornecedor contratado.

Por que o uso de IA amplifica essa preocupação

O uso de IA amplifica a preocupação com segurança da informação porque ferramentas de gestão e conciliação estão incorporando modelos de inteligência artificial para automatizar tarefas, gerar relatórios e identificar divergências, e isso significa que seus dados agora também passam por uma camada de processamento adicional.

Isso não é necessariamente negativo. Uma IA que identifica divergência de repasse mais rápido do que um analista faria manualmente entrega valor para a operação. O problema aparece quando essa capacidade chega sem uma política clara sobre onde os dados processados ficam armazenados e por quanto tempo.

Existem perguntas que todo lojista deveria conseguir responder sobre qualquer ferramenta com IA que usa: quando um modelo processa seus dados de repasse ou faturamento, esses dados são usados para treinar versões futuras desse mesmo modelo? Quem, dentro do fornecedor, tem acesso a esse conteúdo? Existe algum contrato que limite esse uso de forma explícita?

Uma ferramenta que incorpora IA sem uma política de privacidade que responda a essas perguntas está expondo o lojista a um risco que ele provavelmente nunca considerou ao contratar.

Leia também: Como usar ferramentas de IA no varejo? Dicas para o financeiro em marketplaces

Cinco perguntas que todo lojista deveria fazer antes de conectar uma ferramenta à sua operação

Equipe trabalhando em escritório com dados em tela, ilustrando a segurança da informação em operações de marketplace
Segurança da informação começa na escolha consciente das ferramentas que acessam os dados do seu e-commerce. 

Existem cinco perguntas que funcionam como um filtro prático antes de conectar qualquer ferramenta nova à sua operação, e a maioria dos lojistas nunca fez nenhuma delas em voz alta a um fornecedor:

  • A empresa tem política de privacidade atualizada e alinhada à LGPD? Verifique se o documento existe, se foi revisado recentemente e se explica com clareza como os dados são coletados, usados e compartilhados. 
  • Quem tem acesso aos dados que você compartilha? Funcionários, subcontratados, parceiros de tecnologia e modelos de IA podem estar entre eles, e uma empresa séria documenta e controla exatamente quem acessa o quê. 
  • Os dados são usados para treinar modelos de IA? Essa é uma pergunta que precisa de uma resposta clara e explícita na política de uso, não escondida em letras miúdas. 
  • A empresa passou por auditoria externa de segurança da informação? Autodeclaração não é suficiente. Certificações independentes, como a ISO 27001, provam que um organismo externo avaliou os controles de fato aplicados, não apenas os que o fornecedor diz ter. 
  • O que acontece com os seus dados se você cancelar o contrato? Prazo de exclusão, forma de exportação dos dados e garantia de descarte definitivo são pontos que precisam estar no contrato ou nos termos de uso, não apenas numa conversa comercial. 

Fazer essas perguntas antes de assinar qualquer contrato muda a relação de força entre lojista e fornecedor.

O que as certificações significam para a segurança da informação da sua operação?

Uma certificação de segurança da informação significa que um organismo externo, independente do fornecedor, auditou os controles de segurança e privacidade dessa empresa e confirmou que eles atendem a um padrão internacional reconhecido. Esse é um processo verificável, repetido periodicamente para continuar valendo.

Entre elas, a ISO 27001 é a norma internacional que estrutura um sistema de gestão de segurança de dados: ela exige que a empresa tenha processos documentados, controles técnicos e organizacionais definidos, e auditoria periódica externa para manter a certificação válida.

Já a ISO 27701 é uma extensão da ISO 27001 voltada para proteção de dados pessoais e privacidade, e sua estrutura conversa diretamente com o que a LGPD exige das empresas que processam dado pessoal no Brasil. Uma empresa que soma ISO 27701 à ISO 27001 está endereçando a segurança de dados de forma específica dentro dessa estrutura.

Uma empresa que passou por auditoria de ISO 27001 e ISO 27701 não só declarou que leva segurança da informação a sério, ela permitiu que um terceiro verificasse isso e assinasse embaixo. Isso muda o peso da afirmação para quem está decidindo em quem confiar seus dados financeiros.

Como o Koncili trata os dados da sua operação

O Koncili trata os dados financeiros da sua operação dentro da estrutura de segurança da informação do Grupo DB1, que organiza seu sistema de gestão de segurança e privacidade (SGSIP) com base nos requisitos da ISO/IEC 27001:2022 e da ISO/IEC 27701:2019, com metas de aderência acompanhadas constantemente por unidade do grupo.

Isso significa que os dados de repasse, comissão e faturamento por marketplace que passam pelo Koncili estão dentro de um programa estruturado de segurança de dados. O SGSIP do Grupo DB1 define controles técnicos e organizacionais alinhados a essas normas internacionais, com acompanhamento de conformidade unidade por unidade. A confidencialidade dos dados financeiros processados nesse fluxo é tratada como requisito de desenho do sistema, não como resposta a um incidente depois que ele já aconteceu.

Essa mesma estrutura de governança cobre também o uso de IA dentro das ferramentas do grupo: as políticas de segurança da informação e privacidade que orientam o tratamento de dado financeiro se aplicam a qualquer processamento automatizado que envolva esses dados, sem uma exceção separada para funcionalidades de IA.

Segurança da informação deixou de ser um item de rodapé de contrato para se tornar critério de decisão: escolher com quem sua operação compartilha dados financeiros pesa tanto quanto escolher qual ferramenta processa esses dados. As cinco perguntas deste artigo valem para qualquer fornecedor que você avaliar daqui para frente, use ele IA ou não, porque o risco de um dado mal tratado não depende da tecnologia por trás da ferramenta, depende do processo que a empresa segue para proteger o que recebe. Conheça a política de privacidade do Koncili e veja como a segurança de dados da sua operação é tratada antes mesmo de você assinar qualquer contrato.

Luigi Sceppa Gonzaga

Luigi Sceppa Gonzaga

Formado em Economia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Coordenador Comercial do Koncili, Luigi construiu sua trajetória dentro da empresa, iniciando como BDR e evoluindo até a liderança comercial. Com mais de 6 anos de experiência em tecnologia e crescimento de startups, é especialista em estratégias comerciais para sellers que buscam escalar com controle financeiro e previsibilidade.

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