
O seller vende bem no iFood, confere o extrato bancário na quarta-feira e o valor depositado não bate com o que esperava com base nas vendas do período. O repasse do iFood chegou, mas o número parece menor do que deveria.
Abre o painel do parceiro para entender o que foi descontado e encontra um extrato com várias linhas que não estão claras o suficiente. Comissão, taxa de pagamento online, campanha, estorno: tudo ali, mas sem uma leitura rápida que explique a diferença.
Neste artigo, você vai entender como funciona o repasse do iFood, o que é descontado antes do depósito, por que o valor pode não bater com o esperado e como conferir, ou automatizar, cada centavo, pedido a pedido.
Entender como funciona o repasse do iFood começa por separar dois momentos distintos: a venda e o depósito. O iFood não repassa o valor cheio do pedido; ele deposita o valor líquido, já descontadas comissão, taxa de pagamento online, ajustes de campanha e eventuais estornos apurados no período.
As vendas são contabilizadas em ciclos de apuração de 7 dias, de segunda a domingo, segundo a documentação oficial do iFood para parceiros. O plano de repasse tradicional aplica os depósitos a cada 4 semanas, sempre às quartas-feiras, com o valor creditado ao longo do dia até por volta das 18h. Também existe a opção de repasse semanal, com condições específicas de contrato; vale confirmar qual modalidade está ativa na sua conta diretamente no portal do parceiro, já que prazos e regras podem mudar.
O painel financeiro do iFood classifica cada repasse com um status (em aberto, agendado, pago parcialmente, pago, saldo devedor, falha no depósito ou retido), informação que a maioria dos sellers já conhece, mas raramente usa a favor da própria conferência. A diferença entre o que aparece no painel de vendas e o que cai na conta costuma aparecer nas mudanças de status que passam despercebidas ao longo do ciclo. Para quem já sabe como funciona repasse do iFood no dia a dia, esse painel é o primeiro lugar para caçar uma divergência antes que ela vire prejuízo.
O repasse do iFood carrega uma combinação específica de deduções, e conhecer cada uma delas é o primeiro passo para qualquer conferência séria. A comissão do iFood para seller varia conforme o plano contratado: no Plano Básico, com entregador próprio do restaurante, a comissão gira em torno de 12% sobre o valor do pedido; no Plano Entrega, com logística feita pelo iFood, esse percentual sobe para a faixa de 23%. Esses números compõem o que aqui chamamos de taxa iFood de marketplace, e devem ser confirmados diretamente na documentação oficial do iFood para parceiros, já que podem variar por região e categoria.
Reunimos abaixo os principais itens que compõem o desconto entre a venda e o depósito na conta:
Cada um desses itens representa uma fatia da diferença entre o valor bruto do pedido e o que finalmente chega à conta. Entender essa composição é o que separa quem apenas recebe o depósito de quem realmente sabe o que está sendo cobrado em cada venda feita na plataforma.

O repasse do iFood costuma estar correto na grande maioria dos casos; o problema real é que a maioria dos sellers não tem estrutura para conferir linha a linha. As deduções são aplicadas por pedido, mas o depósito chega consolidado por período inteiro, o que torna quase impossível saber, de cabeça, se cada desconto foi aplicado do jeito certo. Isso vale tanto para a comissão do iFood para seller quanto para os ajustes de campanha lançados no mesmo ciclo de apuração.
Campanhas com percentuais variáveis multiplicam essa complexidade: um seller que participou de cinco promoções diferentes no mês pode ter cinco lógicas de desconto distintas dentro do mesmo extrato consolidado. Some a isso estornos de períodos anteriores que aparecem como ajuste no repasse corrente, muitas vezes sem identificação clara de a qual pedido específico eles se referem.
O fator volume fecha essa conta de forma definitiva: um seller com centenas de pedidos por semana não tem como fazer essa conferência manualmente sem tirar a equipe financeira de outras prioridades. Nesse cenário, a divergência não identificada deixa de ser exceção e passa a ser questão de tempo.
Leia também: Por que existem erros de repasse em marketplaces? Entenda os principais e como solucioná-los
Antes de qualquer ferramenta, existe um processo manual que todo seller do iFood deveria conhecer, mesmo sabendo que ele tem limite de escala. Quatro passos organizam essa conferência do repasse do iFood:
Esse processo é viável para operações com volume pequeno de pedidos, mas tem um limite: para quem opera em escala, a conferência manual do repasse consome tempo desproporcional ao problema que resolve, e ainda assim deixa margem para erro humano em cada etapa, sobretudo quando a taxa do iFood muda de uma campanha para outra sem aviso destacado no extrato.
Quando o volume de pedidos supera a capacidade de revisão manual da equipe financeira, automatizar a conferência do repasse do iFood passa a ser uma necessidade operacional. Quem já entende como funciona o repasse na teoria, mas não consegue aplicar essa conferência todo mês, encontra na automação o próximo passol. O Koncili tem integração nativa com o iFood, o que elimina a necessidade de baixar planilha manualmente ou lançar cada linha no ERP à mão.
A plataforma confere pedido a pedido: cada linha do repasse, comissão, campanha, estorno, ajuste, é categorizada com mais de 2.000 nomenclaturas, o que permite identificar divergências que passariam completamente invisíveis num extrato consolidado, devolvendo a qualquer seller do iFood o controle sobre o que foi descontado. Quando o valor descontado não corresponde ao esperado, o Koncili sinaliza a divergência automaticamente, e o financeiro passa a agir sobre um dado concreto, não sobre uma suspeita vaga de que algo está errado.
O resultado é rastreabilidade real sobre a taxa do iFood aplicada em cada venda: o seller sabe exatamente o que recebeu, por que recebeu esse valor específico, e se o repasse está correto, sem depender de conferência manual ou de abrir chamado de suporte só para entender uma linha do extrato.
O repasse do iFood segue uma lógica própria, com múltiplas deduções que variam por pedido, por campanha e por situação de cancelamento, incluindo a comissão do iFood para seller que muda conforme o plano contratado. Conheça o Koncili e veja como a integração nativa com o iFood confere cada repasse automaticamente, sem planilha, sem conferência manual e sem surpresa no extrato.